Reforma Tributária 2026: o que sua empresa precisa fazer agora para não pagar mais imposto
A reforma já começou em 2026 e está gerando insegurança em empresários.
Leal & Associados - Advocacia Tributária
5/5/20262 min read


A Reforma Tributária do Consumo (EC 132/2023) já começou a produzir efeitos práticos em 2026 — e, ao contrário do que muitos empresários acreditam, não é algo “para depois”.
Mesmo sendo um período de transição, decisões tomadas agora podem significar:
pagar mais imposto nos próximos anos
perder créditos tributários
ou enfrentar autuações futuras
Se você tem empresa, este é o momento de agir com estratégia.
O que mudou na prática em 2026
A principal mudança é a criação de um modelo de IVA dual no Brasil:
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) → substitui PIS e COFINS
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) → substitui ICMS e ISS
Na prática:
muda a forma de calcular tributos
muda a lógica de crédito tributário
muda a forma como sua empresa precifica
Mesmo com alíquotas ainda sendo calibradas, a estrutura já está em funcionamento gradual.
O maior erro das empresas agora
A maioria dos empresários está cometendo um erro perigoso:
“Como ainda está em transição, vou esperar.”
Isso pode custar caro.
Porque:
sistemas fiscais já precisam se adaptar
contratos precisam prever nova tributação
decisões de hoje impactam o crédito tributário futuro
Quem se antecipa paga menos. Quem espera, corrige depois (e mais caro).
3 ajustes imediatos que sua empresa precisa fazer
1. Revisar emissão de notas fiscais
A forma de destacar tributos vai mudar progressivamente.
Se sua empresa:
emite NF-e
presta serviços
ou vende para outros estados
precisa garantir que o sistema já está preparado para o novo modelo.
2. Reavaliar o regime tributário
Com a mudança para o IVA:
empresas do lucro presumido podem perder eficiência
algumas atividades terão aumento real de carga
outras terão redução (principalmente com crédito amplo)
O regime ideal em 2026 pode não ser o melhor em 2027–2028.
3. Mapear créditos tributários corretamente
O novo sistema favorece quem:
controla bem custos
registra corretamente créditos
tem estrutura contábil organizada
Empresas desorganizadas tendem a:
perder créditos
pagar mais imposto sem perceber
Onde estão as maiores oportunidades (e riscos)
Oportunidades
Ampliação de créditos tributários
Redução de cumulatividade
Planejamento tributário mais eficiente
Riscos
Aumento de carga em setores específicos
Perda de créditos por erro operacional
Falta de adaptação tecnológica
O impacto silencioso: aumento de carga sem perceber
Um dos maiores perigos da reforma é o aumento “invisível” de imposto.
Isso acontece quando:
a empresa não ajusta preço corretamente
perde créditos por falha operacional
mantém estrutura tributária antiga
Resultado: margem reduzida sem saber o porquê.
Reforma tributária não é só imposto — é estratégia
Empresas que vão se destacar nesse cenário são as que:
tratam tributo como decisão estratégica
integram fiscal + financeiro + precificação
acompanham mudanças desde o início
Não é mais só “pagar imposto corretamente”.
É pagar o mínimo legal com inteligência.
O que fazer agora (plano prático)
Se você quer se posicionar bem nessa transição:
Faça um diagnóstico tributário atual
Simule impacto da reforma no seu negócio
Revise contratos e precificação
Estruture controle de créditos
Ajuste seu sistema fiscal
Conclusão
A Reforma Tributária do Consumo (EC 132/2023) não é um evento futuro — ela já começou.
E existe uma divisão clara acontecendo no mercado:
empresas que estão se antecipando → mais lucro e eficiência
empresas que estão esperando → mais custo e risco
A diferença entre esses dois cenários está nas decisões tomadas agora.
Quer saber se sua empresa vai pagar mais imposto?
Um diagnóstico tributário pode identificar:
valores pagos indevidamente
oportunidades de economia
riscos ocultos na sua operação
Se fizer sentido para você, esse é o momento ideal para analisar — antes que os impactos da reforma se consolidem.


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